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Tuesday, September 26, 2006

"Amor de areia"

A areia resiste à força do mar.
Pode mudar a forma, consistência e até a cor,
mas a areia permanece para além dos sonhos!

São as ondas, com a sua força, que nos roubam o "amor de areia"....
Se não o protegermos, no dia seguinte, ninguém o vê, sente, nota a sua existência.

O que fazer, então?
Sou de opinião de que muitos "amores de areia" não devem passar disso. São frágeis, não nasceram para outro fim.

No entanto, se por algum motivo os queremos persevar, então não basta a nossa vontade, a nossa força. Há que juntar as mãos e de frente para as ondas dizer aos céus que esses amores não nos serão roubados no dia seguinte.

Com muito cuidado, juntos, temos de os levar dentro do coração - lugar onde para sempre irão morar, até que um dia os voltemos a pôr na areia e deixarmos que o mar por nós decida o seu destino.

O mar transmite calma, mas na sua imensidão esconde segredos que nunca nos são revelados.

Ao mar devolvo a minha areia e espero que na volta me traga um "amor sólido" e puro!

As chuvas estão a chegar e também elas gostam pouco do "amor de areia", por isso o tempo urge e se quisermos dizer aos céus que o nosso "amor" não será devolvido ao mar, está nas nossas mãos guardá-lo com o cuidado devido.

Para tal, não basta a nossa força, temos mesmo de dar as mãos.

1 Comments:

Anonymous Anonymous said...

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2:15 PM, October 19, 2006  

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