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Monday, November 13, 2006

"Só sei que nada sei"

Já o dizia Aristóteles.
Reconheço que é preciso grande sabedoria para proferir tal afirmação!

Tenho pena de quem julga tudo saber....o que faz, o que diz e até o que pensa.
É certo que que agimos e pensamos, achando que temos certezas, porém, quem não já viu negado axiomas lançados e sentimentos jurados?!

Cada vez mais me conveço que não pudemos aspirar a dominar tudo aquilo que dizemos e sentimos. Melhor ainda, não devemos julgar como certas todas as nossas atitudes e todos os pensamentos que nos ocorrem.

Quantas vezes mais tarde agimos exactamente de forma oposta e somos levados a negar tudo o que sentiamos....
Por vezes por culpa própria, outras porque dados novos surgem e tudo se altera.

Daí que confesso "só sei que nada sei". Isto, mesmo que agora jure e tome como axiomas para a vida certos sentimentos.

No entanto, faço um alerta para mim própria: há atitudes que não só não irei negar, como também me orgulho de as tomar.

Tal como já por aqui escrevi, nada acontece por acaso.
Pergunto apenas: Poderemos aspirar a evitar certas atitudes (nossas claro)?

Julgo que quando há um verdadeiro conhecimento interior, talvez não possamos evita-las, mas acredito que o devemos....

É, sem dúvida, algo complicado.

"Só sei que nada sei" - ter consciência desta terrena realidade, ajuda-nos a compreender muito do que fazemos e sentimos. Pelo menos ajuda-nos a desculpar-nos por atitudes menos nobres e sentimentos sem sentido.

Quando pensamos que, por exemplo, para sempre algo mudou, vezes há, em que os deuses nos baralham e volta tudo a ser como dantes.

Ora se em relação às atitudes e aos sentimentos, ao que parece, pouco podemos fazer, algo há que sem dúvida está nas nossas mãos: escolher os objectos de tais atitudes e sentimentos, sejam "coisas" ou pessoas.

É certo que estes, também, nos podem enganar (óhhh se podem), mas está na nossa mão deixar que o voltem a fazer.

Pudemos até achar que foi um descuido do destino, mas sempre surge um dado que nos garante se foi erro ou não.

Quando estou na posse desse "dado" já não há nada a fazer. A verdade está lançada e tal objecto (ou pessoa) assume um papel deveras diferente, e para sempre!

Por vezes, para melhor, outras vezes, no entanto, descobrimos que era lixo o que nos rodeava e urge "limpar" o caminho.

Depois de algumas limpezas, agora, ainda sem certezas, o caminho está mais claro e os dias já se vivem com mais brilho!

Acreditem que uma pedra chega a "tapar" um lindo dia, por isso façam como eu, limpem sempre que possam o vosso caminho.

Acreditem que não há pedra que não esconda uma bela "flor"!

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