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Wednesday, December 13, 2006

"Quem diria..."

Dizem por aí que o tempo anda frio e sombrio.
Estarei debaixo do céu errado ou apenas tenho um diferente olhar?
É que, daqui de onde olho o céu, o calor teima em não partir.

Diria que por algum acaso já vivi o tempo das nuvens e de dias cinzentos, algumas luas atrás.
Será que me adiantei no tempo? Será que tinha tanta pressa que nem dei conta e tudo vivi mais rápido?!
Será?

Bom, confesso que de quando em quando também avisto algumas nuvens. Acontece que logo depois surge um desses ventos fortes que as arrasta para longe (nem quero saber para onde).

Dizem que já não há as 4 estações do ano, que nos tempos que correm tudo se confunde. Comungo de tal afirmação, só que para mim há muito tempo que não há 4 estações.

Tive algumas Primaveras, muitos Outonos, mas sinceramente o que mais tenho sentido são Verões quentes e poucos Invernos.

O que mais me custou sempre foram os longos Outonos, mas já aprendi (há algum tempo) a não me deixar invadir por estação tão indefinida.

Não sou de me esconder por detrás de sombras, nem tenho por hábito culpar os céus pelo que faço ou sinto. Sou o que sou e não o escondo a ninguém. Vivo de forma “transparente”. Sou feliz assim e um dia houve quando me enganei ao pensar que de outra forma, também, poderia ser feliz....

Se alguma dúvida restava, quanto a isto, dentro do meu ser, apenas se devia ao facto desta mania tola que as mulheres têm de tudo querer analisar com a melhor das lupas.
Quando o percebi até me ri e me interroguei se não me terão dado uma dessas anestesias que nos faz ver o mundo ao contrário.
Permitam-me que sinta algum arrependimento pelo tempo desperdiçado....

A verdade é que para tal compreender tive ajuda que não esperava e que sem a qual um outro Outono se avistava neste meu percurso terreno.

Espero que ninguém me leve a mal, por agora entender, que não se pode querer juntar mundos diferentes. Não é mania, nem altivez, o que me leva a dizê-lo. Foi a vida que mo ensinou....

Não basta gostar de algo ou de alguém. Há coisas que não se pode pôr de parte, pois o mundo não fica Ceteris Paribus quando se está enamorado!

De facto temos de aceitar o mundo a que pertencemos e só nesse navegar.
Foi assim que cheguei a um novo Verão e vos garanto: sinto-me muito “quentinha” neste Dezembro de 2006.
Quem diria....

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